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Rolos de canela

De vez em quando dá-me aqueles desejos de bolos. É raro mas de vez em quando tenho docite aguda. Aquela gula intensa que não te deixa ter satisfação com mais nada.

Um dos meus preferidos é sem dúvida os rolos de canela, odeio o nome em português, os maravilhosos cinnamon rolls. Só de estar a escrever e saber que já não tenho mais estou a salivar…
Recordo-me da primeira vez que tive contacto com estes amores suecos, um dia de chuva imensa na Alemanha, todo molhado com poucos euros no bolso, vislumbro uma roulotte de pastelaria e das coisas mais baratas era o tal cinnamon roll, todo brilhante mas sem aquela camada branca de açúcar, conseguia ver as passas, algo que também não gosto muito, mas a fome apertava.
Apenas perguntei se estavam quentes, responderam-me afirmativamente portanto foi tipo “shut up and take my money”.
Um bolo tão simples e tão saboroso, a suavidade da massa, o conforto da canela, amor à primeira dentada.
Como todos sabem estou a viver na Noruega, dado a proximidade à Suécia, existe muito a tradição dos rolos de canela aqui, mas só de pensar no aspecto deles (nem sequer pensando na composição) não os consigo comer. Então decidi fazer a minha receita homenageando estes amores de canela. Uma receita simples e fácil que conquista qualquer um, um bolo simples e delicioso, sem ovos, leite ou manteiga, sem culpa alguma, fazendo esquecer o convencional. Ninguém se sente defraudado. Espero que as fotografias façam jus ao valor / riqueza destes inocentes rolos.
Ingredientes para uns 20 rolos:
 
– 200ml Água morna
– 150ml Bebida Aveia morna
– 60gr Óleo Côco derretido
– 75gr Açúcar (usem o mais natural possível, contudo atenção pois o mais escuro altera ligeiramente a cor)
– 1cl Chá Fermento
– 425gr Farinha Trigo
– q.b. Farinha para amassar ( adiciono farinha até a massa não colar aos dedos e permitir amassar)
– q.b. Óleo Côco para pincelar a massa
– q.b. Canela em pó
– q.b. Açúcar Mascavado
– q.b. Passas
– q.b. Avelã picada (usei avelã mas podem usar o que quiserem, recomendo vivamente, contraste de texturas enriquece e muito)
 
Modo de Preparação:
– 1- Junto os líquidos e depois incorporo lentamente os secos. Para quem tiver uma batedeira com utensílio para massas então é ainda mais fácil. Eu aqui na Noruega não tenho então amassei à mão, dá mais trabalho é verdade mas passas e sentes muito mais amor. ( Caso façam numa batedeira, dispensa a farinha de “apoio” e amassar até descolar da parede.)
2- Com a massa pronto coloco uma toalha por cima e deixo levedar. Temperatura ambiente da casa. É importante para o fermento actuar e os sabores se aprumarem. Sensivelmente 1/1h30min.
3- Com o auxilio dum rolo da massa e de farinha na superfície faço um quadrado de massa (se quiserem ser perfeccionistas cortem com a faca os excessos). Não gosto de deixar a massa fina para depois se conseguir ver as várias faces do rolo mais perfeitinhas.
4- Com o quadrado feito pincelo com o óleo de côco derretido. Junto canela em pó, a avelã, o açúcar mascavado e as passas.
5- Começo a enrolar duma ponta para a outra, fazendo com cuidado e afinco a primeira curva. Depois é só enrolar naturalmente para não pressionar muito a massa. Contudo tendo dar a forma circular percorrendo as mãos do meio para fora repetidamente.
6- Com a ajuda duma faca bem afiada, numa tábua de corte, corto uns rolos com cerca de 3cm e coloco numa tabuleiro com papel vegetal pressionando com os dedos para ficarem mais largos e mais “colados”.
7- Podem optar por colocá-los juntos (como fiz) numa travessa para ficarem com aspecto de bolo “completo”.
8- Depois deixo-os a levedar durante cerca de 2h para crescerem novamente e ficarem bem fofos e cheios de ar (lembrar textura de pão).
9 – Levo ao forno pré-aquecido a 150ºC durante cerca de 30/35 minutos. Cuidado com a cor, quando ficarem dourados estão prontos.
Opcional:
Para dar aquele brilho irresistível aos meninos, numa frigideira coloco açúcar mascavado e bebida de aveia até caramelizar ligeiramente, a ideia é ficar uma calda que se possa pincelar, um caramelo líquido. Quando eles saírem do forno é só pincelar. Deixar arrefecer um pouco senão a gula castiga….
Bom apetite.
Dos melhores doces que existem. Viva a Suécia.
Por |2018-08-07T15:34:43+00:00Fevereiro 17th, 2018|Alho francês, Receitas|0 comentários

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